quarta-feira, 3 de agosto de 2022

RELÍQUIAS


Nestas velhas páginas amareladas
Duma poesia de outrora, de amor
Retalhos das prosas tão choradas
Sussurro em verso, versos de dor

Relíquias... eram ilusões doiradas
Que cá versam nostalgia e clamor
Os restos de poéticas enamoradas
Num soneto sofrente, sem pudor

Ai! verso a verso, vai, e tudo parte
A ideia se apaga, e vem outra arte
Nas lembranças, que doridas são!

E, passo a passo, que se esquece!
Tudo envelhece! e assim, fenece...
Deixando o seu cunho no coração!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 agosto, 2022, 05’40’ – Araguari, MG

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/k63-AQU9f7k

terça-feira, 2 de agosto de 2022

TANTO MAIS


Queixo-me da redação de uma distinta prosa
Com mimos, amor, daquilo tudo que agrega
Uma sensação envolta naquela ofertada rosa
Suspiros, a quem o destino liberal nada nega

Assim, um versar, da ânsia que não sossega
Em torno do ideal, que esplende, da viçosa
Forma, dos sonhos que a ventura nos lega
Ah! irreal poeta! Quanta reticência fabulosa!

Então, dá-me iluminação divina, ó imaginação
Aquele cântico sussurrado do poético coração
E não apenas os versos habituais e tão iguais

Dá-me a consolação da beleza, dá-me ovação
Ver fulgir na inspiração sentimento e emoção
Com de vida, sentidos, prazer e tanto mais...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2 agosto, 2022, 06’30’ – Araguari, MG

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/j2HH_PuQon4

domingo, 31 de julho de 2022

PAINEL


Matinada. O raiar na sua romaria
Do alvor, agradável e tão disposto
Verseja em uma encantada poesia
No marco da invernada de agosto

E, as flores em sua principiante via
Da primavera, dum belo composto
Curvado pelos bafejos da ventania
Num balé, vibrante e predisposto...

Lantejoilando o olhar, a borboleta
Que aformoseai os versos do poeta
Versos, estes, de cor, vida, do viver

Um painel, poético, leve, mimoso
Criando um versar tão primoroso
Pintando, no cerrado, o amanhecer!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31, julho de 2022, 06’23’ – Araguari, MG

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/71V2zMABDok

sábado, 30 de julho de 2022

SAUDADE SUPREMA


Silêncio, tarar, ideia envolta na solidão, murmura
Nos versos sussurrantes do meu versejar sombrio
Eu, agoniado, privado, numa poética de amargura
Velo a minha angústia com cântico insosso e frio

De onde? quem? Essa sensação de uma clausura
E está dor, um acaso demente, um talvez doentio
Que deixa meu sabor com aquela amarga doçura
Apertando o peito, e a emoção sem o suave feitio

E vai a madrugada a meio, nostálgica, importuna
Nos rogos de minh’alma, e tão repleto de lacuna
Divagando falta no pesar de outrora, triste tema!

E eu quisera, outro ponto, nesta pontual sofrência
Na aflição de cada rima ter aquela muita existência
Na suprema ausência de uma saudade suprema! ...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30, julho de 2022, 03’23’ – Araguari, MG

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https://youtu.be/CUaZpCmOH-Q

ACHANAR


[…] Letrando
postal poético:
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

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Vídeo no Canal do YouTube:

https://youtu.be/n8duZ3oBHYk



 

dia da amizade

30 de julho - DIA DA AMIZADE
Valor da amizade

[…] Letrando
postal poético: dia da amizade
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

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sexta-feira, 29 de julho de 2022

MISÉRIA POÉTICA


Vi-a, erodente trova, chorã, fustigada
Vãs rimas, mesmo assim, com melodia
Em seu lânguido versejar, desvairada
Queixar do amor, qualquer, na poesia

Sensível, miserável. Verso apaixonado
Duma emoção, que assim, me seduzia
Escorrendo na trova ardor enamorado
Num prelúdio divino de afeto e agonia

Me feriu. Em cada cântico a dor ecoava
Do poeta golpeado, então, resvalava
Da poesia: pranto, sussurro e clamor

Suspirei. Gemia o verso num lamento
De inquietação, sensação e sentimento
Da miséria poética sofrente de amor...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 julho, 2022, 14’33” – Araguari, MG

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/KBELpOy0GO4

sábado, 16 de julho de 2022

MANDRIÃO


E, já de dia, a manhã então me pedia
Que do leito preguiçoso eu acordasse
Eu, com o corpo tardo morboso, dizia:

Não pode! não vês que a alvorada nasce?
O dia ainda, nuvioso, e sem luz a porta
A alma dos sonhos roga que não afastasse

Há! Como pode ser assim: tão fria, morta?
Mais um pouquinho só, neste sono sagrado
Que diria a preguiça, dirá que não importa?

Não, ela me vê, exausto, torpe, cansado
E todo pelo agasalho dos lençóis macios
Confortavelmente assim perfumado...

O sono, madrugada, corta com este frio
Espera! Até que está preguiça desapareça
Aconchegue-se comigo, ele está vazio

Sobre os travesseiros deixa-me a cabeça
Adormecido, como a pouco embalava
Espera, só um pouquinho, por que a pressa?

(E ela me contagiava, mandrião. E eu ficava)

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/07/2019, 05’55” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/kmEl49eN558

quinta-feira, 14 de julho de 2022

SUPERAÇÃO


Quando poesias de amor eu escrevia
Entre poética e sentimentos singelos
Cercados de mágicos enredos, belos
De agrados e de venturas, eu me via

Eu era só agitação sem a monotonia
A essência atraente da emoção, elos
Onde construía a ilusão e os castelos
De um bem querer, o que mais valia

Cá estou, seguindo, e ainda escrevo
Sensações, estórias e em nada devo
Ao tempo... audaz... ligeiro... voraz

A esperança que no fado se repara
Com o oportuno desenlace, ampara
E que no prosseguimento se refaz!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 de julho, 2022, 16’29” – Araguari, MG

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/wOv9hUW-VVg

quarta-feira, 6 de julho de 2022

SENDO


Nos remotos idos da minha biografia
Entre desejos e aqueles muitos apelos
Os mais intensivos sentimentos, belos
Eu experimentei a essência da estesia

Nesta poética sentimental, a poesia
De sensações em versos tão singelos
Os amores, onde, também, os flagelos
Conheci. Assim, a minha alma polia...

Agora entre lágrimas e risos, enlevo
Cada sentido, ação e comigo eu levo
Porque tudo no viver é muito breve

Se leve ou pesado, há o que renova
Em uma batalha de continua prova
Pois, sem o necessário à sorte deve!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 julho, 2022, 14’44” – Araguari, MG

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/XjVHW7nKpvM

terça-feira, 5 de julho de 2022

A POESIA É UMA PROSA


Mas como não entreter se a poesia é prosa
Um momento singular, feito duma quimera
Da flutuação e uma imaginação em espera
Ora triste, ora contente... mas harmoniosa!

Assim, cada verso, naquela direção airosa
Cheio de cheiro, do colorido da primavera
Que o encanto de um bardo nos assevera
E, sempre duma existência, a rima jeitosa

Ah poeta! Da poesia um criado e senhor
Num só sonho de inspiração a compor:
Desencavando a sensação inteiramente

Palavras da entranha que alegram o triste
Ou que entristecem a alegria, mas insiste:
Naquela emoção que prosa à toda a gente.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 julho, 2022, 16’14” – Araguari, MG

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/pbB4WbCuELw

O MEU POETAR



[…] Letrando

postal poético:
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/TPzZIZPe2Mw


sábado, 2 de julho de 2022

MANANCIAIS DOS VERSOS



No infinito da inspiração há quimeras
Há olhares, lágrimas, poética, emoção
Em versos que buscam certa direção
Aquele sentido, fervilhante, deveras!

E, vem em sensações da imaginação
Ornando a poesia tais as primaveras
Multicor, também, apertos e esperas
A caçar, a montante, tinos e paixão

No infinito dum ’alma, murmurante
Os desejos, os ensejos, tudo adiante
Sempre em junção... não dispersos!

Que juntados, aos poetas, a valeria
Ádito dum sentimento em travessia
Ilusão... nos mananciais dos versos!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Julho de 2022, 14’38” - Cerrado goiano

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/VVCB7B4DFTY

SILÊNCIO DAS MADRUGADAS (soneto)


Ainda muita expressão não me avieste
As achatei nas lástimas e tão guardadas
Ações que pelo vento foram dispersadas
E na imensidão do cerrado se fez agreste

Tenho em mim sílabas em vão esperadas
Se devaneio é porque o sonho me veste
E frases trêmulas vão pelo espaço celeste
Enredando o destino com outras paradas

Foi quando o fado me fez centro oeste
Na busca das tão molestadas bofetadas
Das chagas, que a dor ornou com cipreste

Assim, eu, ainda tenho palavras caladas
Nas angústias do coração... tão cafajeste!
Que insistem no silêncio das madrugadas

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2017, junho - Cerrado goiano

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/bfSA2Pv0IJM

sexta-feira, 1 de julho de 2022

CANTO


Canto o sentir que habita a imaginação
Fértil, tão cheio de fatos e de ventura
Que coa d’alma a sentimental figura
Inundando a fantasia de magia, ilusão

Coloca o suspirar com aquela mistura
Que acalora o prazer e a terna paixão
Ó acaso! Deixai vir toda essa sensação
Que torna o versar uma emoção pura

Verso que me faz repleto e por inteiro
Como se fosse aquele sonhado roteiro
Do fado, do amor, assim, tanto, tanto...

Trovador! Trovador! restrito, tão tudo
Que do nada arranca poético conteúdo
E, faz irromper sonhos, ritmo e canto...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 de julho, 2022, 19’05” – Araguari, MG

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/R1q5wHwaGcc

UM DE JULHO



[…] Letrando
postal poético:
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/mynBe-jeDLM


quinta-feira, 30 de junho de 2022

Adeus junho


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

 

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quarta-feira, 29 de junho de 2022

QUESITO


Por que será que a saudade não tem pena
Do coração, dos suspiros? Devorando tudo
Com o seu apetite insensível e tão sanhudo
Pondo a alma da gente aviltada e pequena

Tudo frio, de um sentimento tão vão, rudo
Onde a sensação para aquele aperto acena
Uma infinidade de emoção, selvagem cena
Ó saudade, donde vem teu tosco conteúdo?

Dói, está tão dura sorte que no peito chora
Por que será? Pois, a tudo e a todos devora
Sem pena, deixando no ser aquela saudade

Ah! Saudade! Saudade! Bárbara e faminta
Do teu sentir a vida se torna crua e absinta
Por que apego se bastaria pouca intimidade?

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 junho, 2022, 06´44” – Araguari, MG

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Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/PtVrBwU_o8U

terça-feira, 28 de junho de 2022

AI SAUDADE


Trovo está saudade que habita o peito
Aninhando suspiros e um vazio intenso
Que se agiganta quando na falta penso
Pensando em ti, ó sentimento estreito

Que deixa os meus versos sem proveito
E o meu versejar sem aquele consenso
Denso... em um soneto penoso e tenso
Que sufoca o pensamento quando deito

Saudade com insônia e sem inspiração
Que esmaga e estraçalha a imaginação
Ah, és cruel e de sussurro tão tristonho

Ai saudade! Ai! sem dispensa me invade
Me arde no amor “a ferra”, sem piedade
Num ritual de aflição no poético sonho...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 junho, 2022, 19´50” – Araguari, MG

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol - poeta do cerrado

Vídeo no Canal do YouTube:
https://youtu.be/nrmNNaIP4zs

SONETO DOMADO


Sou um soneto túrbido no sentimento
Suspiro a todo o momento, duro verso
Perdido em sensações, tão controverso
Hora no agrado, hora emoção ao vento

Ter a poética em um acordo, como tento
Porém, o meu cântico no acaso é imerso
Dói-me tanto por este valer tão disperso
E mesmo em lágrimas, o prazer invento

Um soneto alanceado, mas imutável
Sigo em frente, sou insistente, afável
Sempre a buscar e estar apaixonado

Persisto, sonho com um estímulo certo
Hei de deparar com o oásis no deserto
E, então, ser aquele soneto domado...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 junho, 2022, 11´11” – Araguari, MG

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol - poeta do cerrado

Vídeo poético no Canal do YouTube:
https://youtu.be/Gfks2rCOpuM