sábado, 11 de janeiro de 2020

Adeus Agosto

Adeus agosto, vai-se com a secura
Chegando o afável e a primavera
O tempo vai tecendo a sua costura

Crendice de desgosto, és quimera
Orna-se o setembro em partitura
Neste apartado boa é a atmosfera

Nas paragens do cerrado, mistura
O árido chão com esta novata era
Num balanço de cheiro e candura

Adeus agosto! Um novo mês gera
Que não seja somente de má jura
Mas na largura do ter sem espera...

Que venha setembro,
                      bem-vinda primavera,
                                              que seja com ternura...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31 de agosto, 2016 - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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