segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

AFORA DA JANELA (soneto)


Plumas de nuvens no céu profundo
De Brasília, alvos lençóis esvoaçantes
Se desfazem num piscar do segundo
Ao sopro dos áridos ventos uivantes

Ali, acolá, riscando devaneio facundo
Na imaginação, e sempre inconstantes
Vão e vem tal desocupado vagabundo
Ilustrando o azul do céu por instantes

Em bailados leves e soltos, voejando
Na imensidão do horizonte em bando
Vão em poesia na sua versátil romaria

E num ato divino, faz-se o encanto
Tal como flâmulas por todo o canto
Tremulando no cerrado com euforia

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2017, junho – Brasília, DF

No Canal do YouTube:
https://youtu.be/aFKB3--tVHs

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Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

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