segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Alvor

Do fundo do meu quarto no cerrado
Ouço a madrugada, de tão silenciosa
Que faz, do vento trautear desentoado
E do canto do galo... prece religiosa!

Ouço a noite cochichar ao meu lado
Fuxico escusado da hora vagarosa
Sem dó nem piedade, nem agrado
Despetalando a solidão tal uma rosa...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
maio de 2017 – Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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