sábado, 11 de janeiro de 2020

AVE DOLOROSA (soneto)


Ave no peito num letargo
Que arde sem um fulgor
Postulo por rever o amor
Perdido no olhar amargo

O fado, ave negra de dor
Ajoelhada num embargo
Orada na fé sem ter argo
Duma crença sem clamor

Ave cheia da graça, Maria
Aos teus pés em romaria
Meu lúrido olhar, mendiga

Quero fé, mas não irradia
Ave dolorosa sem poesia
Deixe-me desta má figa!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro - cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

YouTube:
https://youtu.be/Ekv1AhHghoE

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