sábado, 11 de janeiro de 2020

CRISTO (soneto)


Quando a teus pés oh Cristo Amado
Desces da cruz e pende no meu peito
Ungindo de amor, luz num tal respeito
Que fazes do meu cigalho imaculado

Eu, pecador e, um tanto imperfeito
Sinto-me nos teus braços, levado
Orando consolo em ti crucificado
Arrebatado no amor, eu a ti preito

Mas quando me vejo, enevoado
De pouca fé, um coração estreito
Perdão! No abatido envergonhado

Fraquejado, pouco ouvi o preceito
Me empanturrando no vil pecado
Só em ti Cristo! És o acaso perfeito!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Janeiro, 2017 - Cerrado goiano

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98) 
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

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