segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Despedida

Meu coração, de poetar-te, delira
Escreve rascunhos cegos e sem vida
Com prosa sem cor e de mentira
E não se pode ser lida nem ouvida
São gestos e olhares de um caipira
Onde a alma se vê enlouquecida
Nas mesmas estórias e mistério
O meu amor por ti, anda de partida
Assim escrevo com tal despautério
O que sinto, frágil, faço em despedida
Saiba tudo passa, a dor tem cautério...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07/03/2016, 16'14" – Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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