Onde agacha o sol na tua entranha
Escondendo o dia a teu contento
Rajando de rubro o céu que assanha
Chão de encostas e empoeirado arbusto
Tal qual a composição de um verso tosco
És dos pedregulhos e riachos, é vetusto
De robusto negalho (cristal) luzido e fosco
Daqui se vê o céu com mais estrelas
Que poetam poemas que a ilusão cria
Debruçadas com a emoção nas janelas
De contos e "causos" que pela noite fia
Eu sou da terra, e esta terra é de mim
Sou cerrado e a sua rude serenidade
Dum agigantado sem início, e nem fim
Cheios de magia na sua musicalidade
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
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