domingo, 12 de janeiro de 2020

DOR DOÍDA (soneto)


Há dor de diversa habilidade
A sem equidade, sem porém
Também, a sobra do não bem
Aquela ferida por maldade

É qual lança que vai além
Fendendo, e a alma invade
Sem dó e sem piedade
Dilacerando, e sem avêm

Dor dentro do peito, aí, arde
É covarde se da tirania caem
De um coração sem amizade

A que saem rumo ao refém
Impelindo com tal crueldade
É dor doída, vinda de desdém.

© Luciano Spagnol poeta do cerrado
2018, agosto - cerrado goiano

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

YouTube:
https://youtu.be/C6GFh7JoCxU

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