quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Em cada poema há quimera

Tal como o suspiro carece da atmosfera

A lágrima necessitar da emoção
Em cada poema há quimera
Em cada quimera oblação
Assim como as chegadas e partidas
As diástoles e sístoles do coração
Temos nas rimas sorte ou feridas
Todas fantasiadas na expressão
Se riscadas em parte ou no todo
Nos aplausos ou vaias da inspiração
A poesia sempre será um denodo
E o poeta oferenda da criação
Se chora ou ri no vácuo do papel
É o gozo poético em fruição
Escorrendo como mel ou fel
Nas sensações da composição
Da ideia em utopia num carrossel

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/11/2015, 09'40" - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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