sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Estou velho

Recordações tornam-se constantes
Os versos falam e faltam junções
A ideia embaralha as consoantes
Numa lentidão de vazias funções
O corpo fantasia em solta letargia
Que contagia em dominó as ações
Tento buscar em outra nova cria
No vai e volta, ela não volta mais
É o tempo na sua veloz correria
Passando e passa rápido demais
A gente fica sentado, é observado
E levado as ideias a um folhelho
Sem sentido e assim é arrastado
Ao passado, vejo que estou velho

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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