segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

FICÇÃO (soneto)

Estou sentado sobre a mala da ilusão
Na noite escura aqui do lado de fora
O tempo ansioso se perdeu na hora
E desmantelado está o meu coração

O intento extraviou, perdi na penhora
Escalei o cerrado, foi útil à expurgação
Cansado passei a buscar inspiração
No segundo, no minuto, sem demora

Me vi deitado sob o céu e sua constelação
Devaneando nos sonhos que iam embora
E então a saudade fossilizou na contramão

Eram os erros revelando a vida de outrora
O sentimento aflorando em recordação
Nem saída ou chegada, enfim, já é aurora

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Fim de maio de 2016 – Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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