sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Fim do Outono

Perdoa-me quimera ressequida

Aos amuos dos ventos, plainar
De ti me perdi nesta sovina vida
Nas trilhas áridas do caminhar
E no choro pela ilusão esquecida
O coração arde no pouco amar
Tal qual folha seca desprendida
Pelo ar... Num voante abandono
Como uma saudade desmedida
Vagindo no beiral do fim do outono
Que desnudo vai-se em despedida.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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