domingo, 12 de janeiro de 2020

FLAGELO (soneto)

Sobre o meu eu, como um tirano dono
Senhor feroz, recai o aborrecimento
Tal como folhas secas de um outono
Que são levadas aos amuos do vento

Oh! poeta da escuridão e no abandono
Solitário em silêncio, e lá fora nevoento
Cá a quietude de um solitário sem trono
Rasgado sentimento, e fútil argumento

Só, e sem como sonhar, Oh! triste solfejo
Ter o leito vazio, e a alma num canto frio
Jogada. E uma luz crepuscular sem o luar

Ah! destino letargo sem único desejo
Trocando pela noite o ensolarado dia
E o teu amor, tão longe, não pode amar...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
sexta, outubro 25/2919 - Cerrado goiano
Oalvobilaquiando
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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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