segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Gábio

No reflexo de hoje, uma cara
Cabelos brancos, olhar assustado
Rugas marcando a máscara
Do destempero instalado

A saudade sem firmeza
O sonho ainda sonhado
Num vazio de certeza
De um motim calado

Ficou o silêncio no lábio
Numa velocidade atroz
Se era para eu ser sábio
Calvo. Me perdi na foz...
(Paliando uso o meu gábio)

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/12/2015, 11'40" - Cerrado goiano


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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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