Pai, o que dizer de meus defeitos
Março de 2017 - Cerrado goiano
Tantos, que nem sei como falar
Fere o peito, só te pode perdoar
Os meus atos não são perfeitos
Pai, eu não venho só me justificar
Do altar quero ser parte dos eleitos
Da tua palavra ter bons preceitos
E os muitos erros, na graça vexar
Deite o olhar nos dons suspeitos
Do coração tira o que vem maldar
Afrouxe os elos do bem estreitos
Se não tenho as virtudes de rezar
Ouça meu coração e seus aspeitos
Murmuram no talho que sabe amar
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
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