A natureza, das chuvas a se privar
Empoeirada, súplica por banhar
Em água escassas, descontente
De junho a setembro, certamente
A secura domina o chão de lascar
As águas das flores, pode chegar
Raramente, alegrando toda gente
O tempo, ano a ano, sem falhar
Cumpre-se o ritual do invernar
É a magia do cerrado ingente
Junho da friagem ascendente
Do belo surgir do sol e sol poente
O cerrado tem quadrilha a festejar.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
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