quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

ME PERDI, E ME ACHEI (soneto)

Não me perdi na imensidão... me perdi
Na melancolia do cerrado. E me julguei
No chão, e da terra então, eu me achei
Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui

Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali
Outros houve, e assim, eu então farei
Caminho, na diversidade, caminharei
Num ardor sublime, na terra Araguari

Ah! Ó saudade de cólera tremenda
Os sonhos sonhados agora fugitivos
E as lembranças ao coração inflama

Poetizaram nas rimas desta lenda
A emoção tão comum dos vivos
Os desenganos os deixo na lama.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Novembro, 2018 - Triângulo Mineiro
Olavobilaquiando

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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