terça-feira, 14 de janeiro de 2020

NOTTE (soneto)

O entardecer, que, em bulcões, o céu se enroupou
Já, com o vir da noite, a lua e as estrelas levantam
Tal um véu enlutado, o horizonte assim se enrolou
E os ventos escuros do cerrado nos galhos cantam

A estrela primeira, velando na sombra se mostrou
Radiante, em segredo, uma a uma se despontavam
Sem pudor, se despindo, palpitando, assim brilhou
Salpicando de prata a escuridão que musicavam...

Noive que aguarda o noivo, o céu espreita a lua
Em meio cálice luzidia, alva, de poesia e magia
A cavalgar na imensidão, e irradiando a rua nua

O noturno se espalhando, deixando o seu aroma
As nuvens ali perdidas na noite, sem um real guia
E o cerrado abrigado na treva em poética redoma.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/07/2019, 21’21” - cerrado goiano
Olavobilaquiando

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Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

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https://youtu.be/OX06nyqEi0g


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