No cerrado o sol não estava aceso
Sem o que fazer, o fazer já bêbado
No ócio, pôs o meu poetar surpreso
Por que ter acordado tão mais cedo
Sem nada nem algo de tão coeso
Pondo os dias neste cruel arremedo
E fazendo do sono tão chato e ofeso
Tal tem sido assim o meu raiar azedo
Que irei dormir mais cedo, para acordar
ainda mais cedo...
Sem altercar!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
16/04/2016, 05'00" – Cerrado goiano
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