quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

PELA NOITE ALTA (soneto)


Pela noite alta, no planalto, invernado
Bruma fria, lua nua, coração encolhido
Cai sobre a alma sonido suspiro partido
No silêncio oco dum abandono calado

Na rua de calçadas desertas, caído
Aflição e ilusão, pelo chão moldado
Na sequidão do inverno do cerrado
Vozeia o afeto num gemido sentido

Num gesto desfalecido e já olvidado
Saudades assopradas do vento árido
De sombras de amores já esquecido

Cutuca a solidão do tempo passado
E neste poetar solitário e sem sentido
Vaza triste espalhafato acabrunhado

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2017, junho - Cerrado goiano

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

Vídeo poético no Canal do YouTube:
https://youtu.be/_pdyBnIMW4Q

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