No cerrado, pia a garatuja coruja
Será má sorte em um quebranto
Ou só canto num canto da azaruja
No enrugado horizonte sombrio
O som dos ventos varre o silêncio
O pio da coruja num cavo assobio
Rasga a noite num fado suplício
Assustada a coruja sai em revoada
Avultando as sombras na lua nua
Desenhando no céu a alma penada
Que na noite vaga leve e ingênua
É clamor de um perdido de azar
A coruja piando na noite escura
Ou então tão somente clamar
Saudade num brado de amargura
(Nada, é só o pio da coruja no ar,
no cerrado, sem agrura)
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano
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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
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