domingo, 12 de janeiro de 2020

Por aqui passou um lobo solitário

Quatro da tarde
O pranto indígena em prece
A dor açoita. O vento arde
O silêncio cresce, sem meça
Do choroso canto à parte...
Junta-se o coração em pedaços
Em sentidos lamentos à la carte
Gemidos partidos, sublinhados em traços
Do travador, mestre, da saudade em encarte.
“Por aqui passou um lobo solitário.”
Não foi mais um, foi um! Foi arte!
... foi vário.
“Ele está em todos lugares e em lugar nenhum.”

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano
O artista não morre se transforma em fração do infinito...
- ao Maestro Guilherme Vaz (parente)

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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