sábado, 11 de janeiro de 2020

Porteira no cerrado


A velha porteira no cerrado
De madeira e de saudade
Traz ao sagrado imolado
O agreste em recordação
Compondo verso calado
E tão suspiros ao coração
Velha porteira do cerrado
Atrás o sol vai descambando
Entardecendo o sertão amado
Meus sonhos vão debruçando
Por ela passou o destino traçado
Ficou as meninices ali soluçando
Por ela fechou-se o meu passado
E em áridos versos vou memorando

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 de março, 2016 - Cerrado goiano

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol - poeta do cerrado

YouTube:
https://youtu.be/Zab28rhqKjQ

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