[...] diário de poesia de Luciano Spagnol - poeta do cerrado ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... Poesia é quando escrevemos o monólogo de nossa alma, que se torna um diálogo com o leitor
segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
REMORSO (soneto II)
Às vezes o remorso me traz espera
Nas angústias do coração nefando
Rumino, peno, é agosto, até quando?
Se logo ali o desfolhar da primavera
Amores nos versos vi multiplicando
Sem que o gozo no prazer quisera
Sem que a poesia saísse poetando
Ah! Mil vezes! Mil afago apetecera
Sinto que já a muito jaz a juventude
No reflexo transfigurado de velhice
Mártir da ingenuidade ou da virtude
Os zelos que não tomei por tolice
Por desconfiar os fiz na alma rude
Me raiva os beijos que não disse.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2018, 05'05", 2018 - cerrado goiano
Olavobilaquiando
Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol - poeta do cerrado
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