domingo, 12 de janeiro de 2020

Saudade de amor

a saudade não nos engana
sua chegada
faminta e soberana
só traz sedes gigantes
no vinho carraspana
amantes mais que antes

achamorrados
carente

e assim, sofrente
de dentes cerrados
não mais que de repente
já de olhos vergados
mira o mundo à frente
e se põe novamente enamorado

e nesta ciranda de querer o par
num coração desocupado
é que se tem saudade de amar...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/03/2016, 08’11”  - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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