sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Silêncio do Poeta

O poeta fala e a alma escuta

Teus versos de palavra bruta
Lapidados pelo sentido absoluto
Com as tuas rimas em tributo
Grifam a inspiração em poema
Nodoados de satisfação, dilema
Que teu silêncio inteiro trova
Teus amores, alegra, tua alcova
E quando emudece, se acoita
Nas sobras das estrelas afoita
Versejando os teus lamentos
Lamentando teus sentimentos
Com quimeras de um profeta
Nas falas do silêncio do poeta
E no alarido e silêncio em disputa
O poeta cala e fala e a alma escuta

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/10/2015, 21’22” - (horário de verão)
Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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