quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

SÓ (soneto)

Eu, que o destino pândego impeliu à vida
Moldando-me com forjas de imprecação
Este que de má sorte na criação, nascida
Apenas para ao peito dar dor ao coração...

De flagelo em flagelo tem a poesia ferida
Sem fidelidade no caminho, outra direção
Sangra, rasga, na tranquilidade retorcida
Dos acasos servidos, os sons da solidão

Silêncio nas madrugadas, noites de luto!
Dias embatucados, me vejo em desalinho
Alma acabrunhada, de triste e vago olhar;

E, no horizonte do cerrado árido e bruto
E, talvez há de estar, no sempre: sozinho!
Sem o amor, sem ti, a chorar, a suspirar...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
09/04/2019 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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