sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

SOLIDÃO BORRALHEIRA (soneto)


Erma solitária solidão borralheira
Que atulha o cerrado de melancolia
No entardecer encarnado em romaria
Alongando o minuto em hora inteira

Assim só, os sonhos vão pra periferia
A espiar a sofrença além da fronteira
D'alma, caraminholando oca asneira
A crepitar agonia em atroada sombria

O vazio do imenso céu sem cabeira
Nos engole com chilreio e zombaria
Galopando apertura numa carreira

Tétrico encanto da solidão crua e fria
Que do silêncio é a sua mensageira
E que ao coração saudades anuncia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Janeiro de 2017 - cerrado goiano

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol, poeta do cerrado

No Canal do YouTube:
https://youtu.be/2P7AJ_b5Gxc

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