segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Sonetilho em desconstrução


Pelo tempo fui traído
Tudo foi rápido demais
Muito me foi subtraído
E na manga nenhum “ás”
Nem a poesia resistiu
Nem rima a ideia traz
O verso veloz partiu
E a lira ficou lá trás
A virtude de mim saiu
E a loucura corre atrás

Não deu certo a incitação
O nada deu em nada
A vida afronta a razão
E a estória aqui parada
No corpo em desconstrução!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 de abril, 2016 – cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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