sábado, 18 de janeiro de 2020

SONETO DAS ROSAS

Rosa, toda esplendorosa és relicário
do amor, vaidosa, da pureza irradia
os mistérios da noite nua em magia
narrando cheiro do seu santo sacrário

Toda luzidia, ardente e ímpar, todavia
deveria manter-se intacta, anti-horário
pois de fado romântica é tão temerário
sua fugacidade, que no tempo jazia

Derradeira amante, de plural cenário
atraente, tentadora como amada guia
sustenta a fascinação sob seu velário

Rosa desejada, das flores fidalguia
contém quimera dum poema literário
e a anarquia do luxo da ventriloquia

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/11/2016, 05'55" - Cerrado goiano

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