Também falas sem ter razão
Tem belos vales no árido sertão
Não há porque do ver boquitorto
O pôr do sol é infinito em oblação
As flores rastejam num viver lindo
As flores rastejam num viver lindo
Sempre vivas no seu vai e vindo
Num vento ganindo verso e canção
Num vento ganindo verso e canção
Se o espanto aborta com tanto encanto
É porque o cerrado tem o seu encantar
Nele o grotesco é airoso no quebranto
Logo bem vês que admirado é o olhar
Cada desalinho alinha um tal recanto
Por Deus traçado tão contrastado lugar
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Abril, 2016, 10'28" - cerrado goiano
Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98) Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado
https://youtu.be/c5p2EBvq2Fg
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