terça-feira, 14 de janeiro de 2020

SONETO DO FIM DO ANO


Como no findo ano, não se foi perfeito
Fez-se erros, omissões, pouco o temor
Inundou de desdém e até ódio no peito
Na retrospectiva o coração é recompor

O rito solene de se dar aquele jeito
Deixando a fraqueza na fé ao Criador
Vergando ao ter e ao prazer já afeito
Nos dias, em dias sem afeto e calor

Porém, também, tem o bem, feito
Arauto de glória, coroado com flor
Onde o coração implora preceito

Então, que se possa ter o crédito eleito
Em saber ler e escrever a fala do amor
Amando, se doando, sem preconceito...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Dezembro de 2016 - cerrado goiano

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol - poeta do cerrado

YouTube:
https://youtu.be/Nsh7iLHJCiw

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