sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

SONETO DO MEU EU


Em busca do meu eu, muito errei
Noite a dentro, adentrava em prece
Tolo fui eu, pois a vida acontece
E por muito querer, muito eu andei

Neste dilema o silêncio foi solitário
Achei areia e cascalho sob os pés
E nas procuras tive prazer e revés
Mas sempre nostálgico no itinerário

Fechei os olhos, e ao amor poetei
Pois a poesia tornou-me alicerce
E nos vários temores me encontrei

Tive fala de saudade no meu diário
A cada pôr do sol tentei ir através
Mas fui operário no meu eu arbitrário.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/06/2016, 03'16" - cerrado goiano

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98) 
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

YouTube:
https://youtu.be/TugxzescnYk

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