segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

SONETO DO TEMPO

Oh, gris lembrança da juventude
Em sua misteriosa é veloz dança
Baila em seus braços a plenitude
Da vida. Em acelerada perseverança

Oh, pálida saudade que em mim lança
Fascínio pela nostalgia do avelhentado
Quando rogo o retardo como esperança
Não como imaculado... Triste fado!

Oh, chaga de desejo atormentado
Que sangra o passado abortado
Pelas rugas do ensejo marcado

Desdita, sucessiva, rude, lascívia
Movimento retilíneo em única via
No passar do tempo à revelia...

(recompensa, experiência... Sabedoria.)

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11 de maio de 2010, 16'59' – Rio de Janeiro, RJ

copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

Vídeo poético no Canal do YouTube:
https://youtu.be/DqaKRGtKQ6U

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