Na peneira da vida eu joeirei o amor
Entre vários cascalhos que separei
Nesta labuta e suor, aí te encontrei
Pois ele acontece, não é um eleitor
E assim árido, pelo tempo eu viajei
Bem acreditei, tive pouco ao dispor
Num certo dia pude sentir o frescor
E passei do silêncio pro apaixonei
Desde então vivi o perfume da flor
O garimpo do coração abandonei
E neste gigante afeto tenho ardor
Ai em uma nova luz me entreguei
Pude ser palavras, gestos e odor
E que noutros versos eu não amei.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2016, junho - cerrado goiano
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Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado
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https://youtu.be/oPvBZgeCVOg
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