[...] diário de poesia de Luciano Spagnol - poeta do cerrado ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... Poesia é quando escrevemos o monólogo de nossa alma, que se torna um diálogo com o leitor
sábado, 11 de janeiro de 2020
SONETO SOLENE
E memorar... e que importa o ano? ...Talvez
Somente para lembrar a saudade de tua ida
Do silêncio invasor na casa após tua partida
Pra morte, igual desfolho outonal em palidez
Sabe-se que é fatal e nossa viveza é vencida
Pelo sopro irremissível e o funesto da viuvez
Julho, agosto, setembro, e vai-se mês a mês
E assim, ano a ano e outro ano a dor parida
Da lembrança filial, que dói como mordida
Numa renovação amarga e de vil insipidez
Renascendo na invernada ausência sofrida
E no convívio transfigurado, o oco em nudez
Pai, o bom é que és viva recordação querida
Na tua herança de retidão a nós em solidez
(neste soneto solene: - a benção outra vez!)
© Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
13 de julho, 2016 - cerrado goiano
1 ano de falecimento de meu pai
Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol - poeta do cerrado
YouTube:
https://youtu.be/rtKG_saHTrc
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este é um diário de poesia muito pessoal e desprovido de qualquer pretensão. Tendo como objetivo somente postar e divulgar as poesias de Luciano Spagnol. Espero que goste! Sinta-se à vontade para navegar. Antes de sair, deixe o seu comentário. É importante e apreciado.
Obrigado.
Volte sempre!