quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Tenho ainda uma poesia vazia

Tenho ainda uma poesia vazia
e branca na inspiração:

à minha espera

tão cheia de quimera
de amarras na emoção
e me resta melancolia

triste comoção

que sempre quisera
que sempre urgia
funesta direção

ó tão anca ironia
tão seca espera

tão vão ilusão

pobre coração
sem valentia
tão mera...

Tenho ainda uma poesia vazia...
à minha espera!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2017, julho - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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