domingo, 12 de janeiro de 2020

VELHAS SAUDADES (soneto)

Olha as velhas saudades, tão cáusticas
Do que as saudades novas, menos antigas
Tanto mais agridoces do que as urtigas
Derradeiras na alma e assim tão fubicas

A lembrança, a dor, tristura em futricas
Que o tempo não as corroem nas fadigas
Tão casmurras e se abrigam nas cantigas
Dos amores perdidos e com as suas tricas

Não choremos, camaradas, a saudade!
Vivamos a cada segundo! E vivamos!
Como a esperança que não envelhece

Na felicidade, e também na bondade
E assim com o riso e harmonia vamos
Dando conforto aos que dela padecem!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro de 2019 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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