sábado, 18 de janeiro de 2020

VIOLA CAIPIRA (soneto)


Noite ressequida, ao longe, viola caipira
cantiga de sofrença era ouvida, batida
cantada dentro da tristura, pura embira
que contagia, é dor, amor de despedida

Quem longe está, aproxima, o som pira
na alma calam sensações desmedida
nas emoções, melodia de toda uma vida
chora viola! Chora na escuridade sofrida

Trova o chão do cerrado, pura beleza
razão no sonho sonhado e, "xonado"
retinindo fragilidades de leve leveza

Viola caipira, tem quimera no planger
convida o coração a estar apaixonado
e na paixão, vara até o amanhecer...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2016, novembro - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

Canal do YouTube:
https://youtu.be/gqXZw4gMoGM

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