quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

NÃO MAIS TE TEREI (soneto)


Meus versos, aperreados, quanto lamento
Tê-lo atormentado, amargurada poesia
Chora a alma, a rima, nenhuma alegria
Em cada linha um sombrio sentimento

Esperança em sossegar não alimento
E tão pouco sonho com está fantasia
É tão torto ter uma métrica tão vazia
O fomento há de levar o sofrimento

De todo o verso pudera ter modulação
Aquela sinfonia de amor, e não um fim
Enfim, esperar é perder-te, eu bem sei

O teu silêncio corta forte a inspiração
Nem vociferar é um remédio para mim
Porque no meu pesar não mais te terei.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 dezembro, 2025, 21’54” – Araguari, MG

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

YouTube:
https://youtu.be/qfJiT1-SGhA

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