Mostrando postagens com marcador CERRADO SECO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CERRADO SECO. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de abril de 2020

CERRADO SECO (soneto)


Ah! plangente cerrado, quente, sequioso
Ventos abafados, denodados, e ao vento
Dormente melancolia, e tão portentoso
Murmurejante e, navegante de lamento

Sol queimoso, unguinoso, tal moroso
Que no seu firmamento vagar é lento
Inventando no tempo variegado iroso
Parindo nuvens dum cinzento natento

Securas secas, e que secam ardoroso
Veludos galhos, veludosos e poeirento
Que racham sedentos num ardor ditoso

Ah! cerrado seco, de ávido encantamento
De um luar num esplendor esplendoroso
Da lua de contornos, no céu monumento

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Março de 2017– Cerrado mineiro

copyright © Todos os direitos reservados.
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

Vídeo no YouTube: