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terça-feira, 13 de outubro de 2020

TEIMA II

Retratar o amor em vão procura

quem na vida dele sentir não teve

porque um rasto na alma obteve

pois, longo ou breve, há ternura

 

Todavia eu, ideando, na ventura

a mínima sorte o destino deteve

sentir o que sinto, nunca leve

no vazio, minha solidão figura

 

E nestas paixões de boas alianças

poética redigiu só sofrido pesar

e uma, foi, dentre as lembranças

 

E, porém, neste suspiroso causar

do único, nas turronas esperanças

vou amador que cobiça mais amar!

 

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado

13, outubro, 2020 – Triângulo Mineiro

 

copyright © Todos os direitos reservados.

Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

 

Vídeo, Canal no YouTube:

https://youtu.be/XMa2zB9h8Pg

quinta-feira, 26 de março de 2020

TEIMA (soneto)


Ó agonia! À alva, quando, sem teu cheiro
Eu vagueio ermo, pelos becos do cerrado
O chão cascalhado, o sentimento alado
E o vento perturbado me levando ligeiro

Toda a saudade é pesar no peito magoado
A lua, fria, pesa n’alma e da tinta do tinteiro
Da dor, trova a sofrência, assim, por inteiro
E nas mãos vazias, continuas sem o agrado

E na minha insônia a hora é de vil lerdeza
Sofrente é o silêncio na escura madrugada
O desespero escorre dos dedos pela mesa

Ó solidão! Cadê toda a emoção camarada
Ninguém me ouve, ninguém, só despreza:
E a tíbia madrugada continua apaixonada!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/03/2020, 05’08” – Cerrado goiano

copyright © Todos os direitos reservados.
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

Vídeo no YouTube: