quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

A Porta

De tábua és construída
ao vento e a poeira corta
marca chegada e partida
viva e morta: sou a porta

Eu abro para quimera
me fecham no temporal
sou tramelada, espera
proteção, da casa ritual

E neste abre e fecha
a escada é o meu chão
lá fora eu vejo pela brecha...
O bem, é a porta do coração.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2017, 27 de maio - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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