quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Passarinho

O passarinho, pelo céu, passa
Entre galhos, voo, mansinho
Desliza toda a sua graça
És livre no seu livre caminho

Na secura do cerrado, reaça
Entre tortos galhos, seu ninho
Num canto de encanto, bocaça
Aveludando a aridez num alinho

Lá, cá, acolá, na frente, na regaça
Em bando, passarinho, sozinho
És leve, garrido, como a cassa
Em galhos macios ou de espinho

Voa deslizante, de braça em braça
No campo, praça, qualquer cantinho
O passarinho, bom prol nos faça!
Às, lento, alto ou baixinho, passarinho...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 novembro, 00’25” – 2017
Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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