domingo, 12 de janeiro de 2020

A VOZ DE MEU PAI (soneto)


A voz do meu pai, hoje é em tons de recordação
Aglutinadas na falta do eco de tua presença
Em suspiros de tua toada rija, suave fustão
Que acariciaram e, fremiram em defensa

O quanto lidaram, e dos justos a tua razão
Velho pai, a tua voz jaze na lástima intensa
Nas lembranças agonia agridoce no coração
E, no entardecer do cerrado, a renascença

Pois, havia na tua voz sim e também não
Que agora na vida nos dá a recompensa
Do teu jeito forte, e para sempre lição

Tal contra o vento árido, a nostalgia prensa
A tua voz, levadas como folhas da estação
E na saudade, uma eterna saudade imensa

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Agosto de 2017 - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado

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