sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Chapéu de palha

Debaixo do chapéu de palha

Na aba da saudade, lembrança
Na copa rezas de acerto e falha
Da vida, nunca sem esperança

Este chapéu de palha, roceiro
Que não larga do caipira berço
Sempre riscando o fado roteiro
E na fé aduzindo trilha e terço

Chapéu de palha, cultor matuto
Do caboclo do cerrado, do chão
Do vento árido e do pó enxuto
Que traz o sal e feito ao coração

Tal chapéu de palha, tão original
Que compõe o poetar de emoção
Canta o sertão na sua arte capital
Trajando a alma capiau de tradição
(Chapéu de palha, remate vital!)

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/10/2015, 15’25” - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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