sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Poeta do cerrado

Sou da terra, do triângulo mineiro

Sou poeta do cerrado, estradeiro
De poeira e chão batido, cavaleiro
No espírito embebido, alma de peão
Caipira do amor poetando paixão
Trago nos olhos o sal do sertão
Do curral, do fogão de lenha, lamparina
Da moda de viola, catira e da ave de rapina
Sou araguarino, origem e apreço na sina
Sou interiorano com cheiro do mar
Onde nas tuas ruas eu pude me achar
Estrangeiro no Rio de janeiro, fui morar
Sou brasileiro de sobrenome e nação
“Mineiroca” de cognome de pura emoção
Aventurado no cerrado goiano sem direção

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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