sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Eco

Do outono no cerrado e seus desfolhos

Minha saudade caia ao chão fragoso
Do meus ásperos e mirrado tristes olhos
Em tal lira de verso aflito e rancoroso

Nos ventos secos e enrugados chiavam
Os gritos da noite numa solitária canção
Onde lembranças aos astros clamavam
Esmolando do silêncio alguma atenção

Só um olhar neste brado de compaixão
Um olhar, um eco, uma mão...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/04/2016, 18'00" - Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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