sábado, 11 de janeiro de 2020

O adeus (ao cerrado)

Assim queria o meu adeus (ao cerrado)
Tivesse somente lembranças
Um pouco dos poemas meus
Do cerrado e minhas andanças
Sem lágrimas e sem soluços
Cá vim firmar as boas alianças
E na simplicidade tive aguços
Totais, e profundas mudanças
Queria que fosse com amor
Assim comigo levar heranças
E deixar versos meus ao leitor
Do desencanto que encanta
Este cerrado enfezado e sedutor
E nesta e outras e mais tanta
Jornada, pura deste andador
Que volta pás bandas do mar
Em romaria e gratidão no andor
É hora novamente nas areias poetar

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

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Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

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